Fachin arquiva investigações sobre Malafaia, Eduardo Bolsonaro e Fiuza no âmbito do inquérito das fake news
Supremo Tribunal Federal·

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O que aconteceu
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, que passou a conduzir o inquérito das fake news (Inq 4781) e procedimentos ligados a ele por portaria que retirou esses casos da relatoria do ministro Alexandre de Moraes, tomou decisões individuais com fundamentos diferentes. Atendendo a pedido da PGR, arquivou a investigação sobre o pastor Silas Malafaia por coação no curso do processo, por falta de provas de participação. No caso do jornalista e escritor Guilherme Fiuza, reconheceu que o prazo de três anos para punir a suposta incitação ao crime já se esgotou (prescrição) e, também a pedido da PGR, arquivou a apuração sobre abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Fachin ainda arquivou o Inquérito 4995 porque ele já havia cumprido sua função: deu origem à ação penal em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma, condenação que se tornou definitiva em 3 de outubro de 2026.
O que muda pra você
Malafaia e Fiuza deixam de ser investigados nesses casos, as medidas cautelares contra eles (como restrições de deslocamento e sobre bens, no caso de Fiuza) foram revogadas, e Malafaia deve ter eventuais bens apreendidos devolvidos. O arquivamento do inquérito não altera a condenação definitiva de Eduardo Bolsonaro, e o outro denunciado no caso segue respondendo à acusação em processo separado (Inq 5017).
Fonte oficial
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