Metodologia e critérios de neutralidade
Como escolhemos as fontes, como escrevemos os resumos e como o verificador chega a cada resultado.
1. Fonte primária sempre
Todo dado vem da fonte oficial que o produz: Banco Central, IBGE, STF, Câmara, Senado, Diário Oficial e órgãos públicos. Cada informação publicada tem link direto para o documento ou para a série de dados original.
2. Linguagem descritiva, não valorativa
Relatamos o que aconteceu e o que muda na prática. Não usamos adjetivos de juízo ("polêmico", "histórico", "desastroso"), não atribuímos intenções e não fazemos previsões. Números são apresentados sem cores de "bom" ou "ruim": a mesma variação pode ser positiva para uns e negativa para outros.
3. Mesmo formato para todos
Todo resumo segue a estrutura "o que aconteceu / o que muda pra você / fonte oficial", independentemente de partido, autor, tribunal ou governo. Promessas de todos os eleitos acompanhados seguem os mesmos critérios de status.
4. Nada de republicar a imprensa
Não reproduzimos textos de veículos de imprensa. Quando uma reportagem é relevante, escrevemos um resumo próprio e apontamos o link para o original.
5. Separação entre fato e opinião
Opiniões, previsões e juízos de valor não são verificáveis e, por isso, não recebem selo de verdadeiro ou falso. O verificador só analisa afirmações factuais.
6. Correções públicas
Erros são corrigidos no próprio texto, com nota indicando o que mudou e quando. Não apagamos conteúdo silenciosamente.
7. Nomes de pessoas e presunção de inocência
Citamos pelo nome autoridades e agentes públicos no exercício do cargo, quando a fonte oficial os nomeia. Investigados e réus só são nomeados se forem agentes ou figuras públicas citados pela fonte oficial, sempre com a condição processual exata: ninguém é tratado como culpado sem condenação definitiva. Nunca publicamos nomes ou dados pessoais de cidadãos comuns, vítimas, testemunhas, crianças e adolescentes, nem conteúdo sob sigilo.
8. Privacidade
Não exigimos cadastro e não usamos cookies de rastreamento nem de publicidade; o único cookie do site é o de acesso ao painel interno da equipe. Para limitar o uso do verificador e da newsletter, guardamos apenas uma assinatura criptográfica do endereço IP (não o IP em si), que não permite identificar o visitante. Os links enviados ao verificador e os resultados ficam armazenados para reaproveitamento por até 24 horas e para auditoria da ferramenta. Na newsletter, guardamos só o e-mail, os temas escolhidos e a data do aceite; antes do primeiro envio pedimos confirmação por e-mail, todo envio tem link de descadastro e o e-mail nunca é compartilhado com terceiros. Para pedir acesso, correção ou exclusão dos seus dados, escreva para contato@panoramabr.com.br.
9. Imagens
Usamos fotos oficiais publicadas pelos próprios órgãos junto da notícia de origem, sempre com o crédito do fotógrafo e do órgão (por exemplo, "Foto: Nome/STF"). Quando a notícia não tem foto oficial, usamos uma foto de arquivo do tema com licença livre (Wikimedia Commons), identificada como "Foto de arquivo" e com o crédito do autor e da licença — ela ilustra o tema, não registra o fato. Não usamos fotos de veículos de imprensa nem de partidos políticos.
Como funciona o verificador
- Lemos a página indicada e separamos as afirmações factuais verificáveis (até 5 por link).
- Buscamos cada afirmação na Google Fact Check Tools, que reúne checagens publicadas por agências signatárias da International Fact-Checking Network (IFCN).
- Pesquisamos em fontes oficiais (domínios .gov.br, .leg.br, .jus.br, .mp.br e organismos internacionais).
- Um modelo de IA (Claude, da Anthropic) compara a afirmação com as evidências e propõe o resultado. Toda fonte citada precisa ter sido de fato encontrada nas buscas; sem fonte, o resultado é automaticamente "Sem evidência suficiente".
O verificador é uma ferramenta automática de apoio e pode errar. Confira sempre as fontes listadas antes de compartilhar uma conclusão.